TEMA 8 – Uma profecia surpreendente

jesus cruz4Em Apocalipse 14:6 e 7, lemos: “E vi outro anjo voando pelo meio do céu, e tinha um evangelho eterno para proclamar aos que habitam sobre a terra e a toda nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória; porque é chegada a hora do Seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” Esses versos falam de uma proclamação final para convidar os seres humanos à adoração do verdadeiro Deus, aquele que criou o Universo e a vida. Essa mensagem apocalíptica chama atenção, também, para a chegada da hora do juízo desse Deus, que é o tema que vamos focalizar neste momento. Em nosso último estudo, vimos que o juízo de Deus se compõe de três etapas (juízo investigativo, juízo de comprovação e juízo executivo). Agora veremos quando teve início esse juízo e analisaremos a mais longa profecia de tempo na Bíblia – e uma das mais surpreendentes também. Lembre-se que uma vez por ano era preciso purificar o santuário terrestre dos pecados que simbolicamente ficavam acumulados nele. Esse dia de expiação era um dia de juízo e de perdão. Lembrar disso é importante para compreender o que estudaremos a seguir.

1. Vimos no estudo anterior que o santuário terrestre foi construído tendo como modelo o celestial, e que todas as cerimônias realizadas em um um apontavam para o outro. No tempo do antigo Israel havia um dia para a purificação do santuário terrestre (uma vez por ano). Ao fim de quanto tempo o santuário celestial seria purificado? Daniel 8:14

Em visão, o profeta Daniel contempla um anjo conversando com outro. Um dos seres celestiais pergunta o seguinte: “Até quando a verdade do santuário permanecerá pisoteada e quando o santuário será purificado e restaurado?” O outro ser responde: “Até 2.300 tardes e manhãs e o santuário será purificado/restaurado.”

2. O que a Bíblia quer dizer com “tarde e manhã”? Gênesis 1:5, 8, 13, 19

Tarde e manhã é a forma bíblica original de se referir à passagem dos dias. Quando Deus criou o mundo, a mudança de um dia para o seguinte começava ao pôr do sol (tarde), sendo seguida pela manhã, ou seja, a parte escura do dia vinha antes da parte clara. Por isso mesmo o povo de Deus na Bíblia sempre guardou o sábado do pôr do sol da sexta feira até o pôr do sol de sábado. Portanto, “tarde e manhã” é o mesmo que “dia”. Assim, em Daniel 8:14 temos 2.300 dias. Mas tem mais! Não se esqueça de que estamos lidando com um profecia e que, portanto, a linguagem assume por vezes caráter simbólico ou representativo. 

3. Quanto vale um dia profético? Ezequiel 4:6, 7; Números 14:34

Como eu disse, a linguagem profética possui muitos símbolos. Em Apocalipse, por exemplo, a palavra “águas” significa “povos”, “multidões” e “nações” (ver Apocalipse 17:1, 15). De maneira semelhante, profeticamente falando, um dia representa um ano literal. Assim, em Daniel 8:14 temos 2.300 anos. Você perceberá que a profecia não faz sentido se os 2.300 dias fossem dias literais de 24 horas. Prossigamos. 

4. Já que sabemos que a visão termina com a purificação do santuário e sabemos também que a duração dela é de 2.300 anos, tudo o que precisamos saber agora para descobrir a data do juízo ou da purificação do santuário é o momento em que a visão começa. Então, quando começaram os 2.300 anos? Daniel 9:25 

De acordo com Esdras 7:7 e 8, o decreto ao qual o livro de Daniel faz referência entrou em vigor logo após o retorno de Esdras no sétimo ano do rei Artaxerxes, e a História registra que esse ano foi 457 a.C. (Para mais informações, clique aqui e leia uma ótima entrevista com a teóloga Rosângela Lira, estudiosa das cronologias bíblicas.)

5. Agora que conhecemos o ano em que a profecia de Daniel 8:14 teve início, ou seja, 457 a.C., basta contarmos 2.300 anos para frente e chegaremos ao ano em que a visão teve cumprimento – a data do juízo e da purificação do santuário. Quando foi?

Contando 2.300 anos a partir de 457 a.C. (levando em conta que não existe o ano zero entre 1 a.C. e 1 d.C.), chegamos ao ano de 1844. Bem, o santuário terrestre foi destruído no ano 70 d.C. pelos romanos. Logo, o santuário a que a profecia de Daniel se refere só pode ser o do Céu. Portanto, em 1844 teve início o juízo no santuário celestial; e na Terra, a restauração da verdade.

6. O selo de garantia da profecia. Daniel 9:24-27

Alguém poderia questionar: Será que o ano 457 a.C. e o ano de 1844 realmente estão corretos? Existe alguma forma de confirmar esse cálculo? Surpreendentemente, no capítulo 9 de Daniel encontramos um selo de autenticação da profecia. Se possível, releia Daniel 9:24-27 com bastante atenção. Depois confira os detalhes a seguir, consultando o gráfico abaixo. 

a) Note que dos 2.300 anos, 490 anos (ou 70 semanas proféticas) foram recortados da visão e se aplicam exclusivamente ao povo de Daniel, ou seja, o povo judeu. Após 483 anos (7 + 62 = 69 semanas = 69 x 7 = 483 dias/anos), o Messias seria ungido. De fato, 483 anos depois do ano 457 a.C. nos levam ao ano 27 d.C., exatamente quando Jesus foi batizado e ungido pelo Espírito Santo para começar Seu ministério público (Mateus 3:16; Atos 10:38). Entre outras coisas, essa profecia surpreendente confirma a messianidade de Jesus! 

b) Na metade da última semana das 70, o Messias seria morto. Exatamente três anos e meio após Seu batismo, Jesus foi crucificado e morto (Daniel 9:24). A morte de Jesus no ano 31 constitui o selo da visão; a garantia de que o cumprimento dela no ano 1844 é certo.

c) Depois da morte de Cristo, ainda restava metade da semana antes que as 70 semanas ou 490 anos tivessem fim. É por isso que antes de subir ao Céu após Sua ressurreição Jesus disse que os discípulos deveriam antes pregar às “ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mateus 10:6). Por quê? Porque o período de oportunidade dos judeus ainda não havia terminado. Faltavam três anos e meio para o fim das 70 semanas (ou 490 anos). No fim dos 490 anos, Estevão foi apedrejado e pouco depois Paulo se converteu. O evangelho começou a ser pregado também aos gentios. A nação de Israel perdeu o status de povo escolhido.

MINHA DECISÃO:

Quando se aproximava o dia da expiação, os israelitas mantinham uma atitude de arrependimento diante de Deus. Eles sabiam que aquele era um dia de juízo e de perdão. Sabendo que o dia do juízo no santuário celestial (o juízo investigativo) teve início em 1844 e está se processando ainda hoje, decido, pelo poder de Cristo, colocar minha vida em conformidade com a Palavra de Deus e obedecer às verdades que estou aprendendo.

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