TEMA 7 – A cruz antes da cruz

tabernaculo01O estudo do antigo tabernáculo (tenda) ou santuário e das cerimônias realizadas nele nos dá uma compreensão mais profunda do plano da salvação e da eliminação do mal. Tudo o que era feito no Santuário (os sacrifícios, a aplicação do sangue dos animais, o serviço dos sacerdotes) era uma representação em símbolo da obra redentora de Cristo, o “cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29). Por isso mesmo o santuário terrestre teve validade até o momento em que Cristo morreu na cruz, quando o véu do templo judaico rasgou-se de alto a baixo (Mateus 27:50, 51). A partir dali entrou “em ação” o santuário celestial. Sabendo o que era feito no antigo santuário terrestre fica mais fácil compreender a obra de Cristo no santuário celestial; aquilo que Ele está fazendo por nós exatamente neste momento.

1. Para que Deus ordenou a construção do Santuário? Êxodo 25:8

O santuário tinha propósitos didáticos. Era o recurso visual com o qual Deus ensinava a um povo ex-escravo o plano da redenção que seria levado a cabo pelo Salvador que ainda viria. Lembre-se de que os hebreus tinham ficado por quatro séculos no Egito e muito da religião deles havia se perdido nesse tempo. Eles precisavam reaprender muita coisa, mas ainda não tinham a Bíblia à disposição (Moisés ainda não tinha concluído a tarefa de escrever os primeiros livros bíblicos). Por isso, o santuário e suas cerimônias podem ser considerados a cruz antes da cruz (conforme o título criativo de um livro do pastor José Pereira), já que tudo ali apontava para a obra de Jesus Cristo. Era um verdadeiro recurso didático audiovisual para ensinar verdades profundas. Mas Êxodo 25:8 destaca outro motivo pelo qual Deus ordenou a construção do santuário: para que Ele pudesse habitar no meio de Seu povo. Esse sempre foi o desejo de Deus. Lá no Éden Ele passeava todos os dias com Adão e Eva. Infelizmente, o pecado quebrou essa relação íntima entre a criatura e o Criador, fazendo com que os seres humanos passassem a temer a glória de Deus. Assim, por meio do santuário, Deus podia deixar evidente Sua santidade, ao mesmo tempo em que podia também ficar bem pertinho de Seus filhos amados.  

2. Além do pátio, quantos compartimentos tinha o santuário? Hebreus 9:2, 3

O lugar …………………………………… e o lugar ………………………………………

3. O que havia nesses compartimentos? 

a) No santíssimo havia ………………………………… Êxodo 40:20, 21; 26:33
b) No santo havia ………………………………… Êxodo 40:22, 24, 26
c) No pátio havia ……………………………….. Êxodo 40:29, 30

Os móveis/utensílios do santuário também possuem um simbolismo evidente, afinal, quem é a luz do mundo? Quem é o pão da vida? Quem é o nosso intercessor e a vítima sacrificada no altar de holocaustos (a cruz)? A arca da aliança, o móvel mais sagrado, representava o trono de Deus, cujo governo está fundamentado na santa lei dos dez mandamentos (as tábuas da lei ficavam dentro do arca).   

4. Quem entrava em cada compartimento? 

a) No santo, todos os dias: ……………………………….. Hebreus 9:6
b) No santíssimo, uma vez por ano: ……………………………….. Hebreus 9:7
c) No pátio: os pecadores arrependidos.

5. O que se fazia no santuário? 

a) ……………………………………………………… Números 28:1-4

Todos os dias, de manhã e à tarde, um cordeiro era sacrificado no santuário, fazendo simbolicamente provisão pelos pecados dos que se arrependiam. O sacrifício chamado de “contínuo” simbolizava a salvação à disposição de todos, a qualquer instante. Você nunca surpreenderá a Deus. A qualquer momento que você se arrepender e pedir perdão, o cordeiro Jesus estará lá para perdoar você.

b) ……………………………………………………… Levítico 4:2, 27-31

O sacrifício pelo pecado simbolizava a transferência do pecado do pecador para o santuário, via sacerdote, pelo sangue do animal. Quando um israelita pecava, deveria levar ao santuário um cordeiro sem defeito (pois o animalzinho representava Jesus, o Filho de Deus perfeito, sem pecado) e sacrificá-lo. A lição era clara: uma vítima inocente assumia o lugar do pecador culpado. O sangue derramado representava o perdão dado por Jesus ao arrependido. Com certeza, esse ritual fazia com que as pessoas pensassem na gravidade do pecado e nas consequências de suas atitudes.

c) ……………………………………………………… Levítico 16:5, 8, 15, 16, 30, 34

O Dia da Expiação simbolizava a remoção completa dos pecados. Nesse dia, todos os pecados registrados no santuário eram definitivamente apagados. Lembre-se de que, quando o pecador se arrependia e sacrificava o animal, o ritual não terminava ali. O sacerdote recolhia o sangue e o levava em uma bacia para dentro do lugar santo. Ali ele molhava o dedo no sangue e o aplicava nas pontas do altar de incenso. Assim, simbolicamente, os pecados eram transferidos do pecador para o santuário que, por causa disso, precisava de uma purificação anual. No Dia da Expiação, um bode era morto por todos os pecados do povo e representava a purificação definitiva, algo que ainda está no nosso futuro e será feito pouco antes da volta de Jesus (Apocalipse 22:11). E quanto ao bode que não era sacrificado (portanto não tinha o sangue derramado) e era enviado para morrer no deserto, depois que todos os pecados do povo haviam sido eliminados? Quem foi o originador do mal, o instigador de todo pecado, e que ficará na Terra deserta por mil anos antes de ser destruído? Sim, ele mesmo: Satanás.  

6. Para deixar bem claro: A quem representavam todos os sacrifícios do Antigo Testamento? Hebreus 9:9, 13, 14; João 1:29; Apocalipse 1:5

7. De que o santuário terrestre era cópia? Êxodo 25:40; Hebreus 8:5; 9:24; Apocalipse 8:3; 11:19; 15:5; Hebreus 8:2, 5

O santuário/tabernáculo israelita não foi invenção de Moisés. Quando ele subiu ao monte Sinai para receber as tábuas da lei, recebeu também instruções detalhadas de como construir o santuário. O santuário terrestre foi feito seguindo o modelo que Deus mostrou do santuário celestial.  

8. Quando o santuário da Terra perdeu a vigência? Mateus 27:50, 51

Quando Cristo morreu na cruz, a cortina do templo (santuário terrestre) se rasgou de alto a baixo. Não foi de baixo para cima, como se um homem tivesse rasgado o tecido. Isso foi obra divina para deixar claro que dali para a frente aquele santuário não mais teria validade, passando a ser utilizado o santuário celestial. As leis cerimoniais relacionadas com o santuário israelita foram abolidas na cruz, pois encontraram seu cumprimento em Jesus, o verdadeiro cordeiro de Deus.

9. Que santuário está em função atualmente? Hebreus 8:1, 2

10. Quem é o sacerdote e a vítima (cordeiro) do santuário do Céu?Hebreus 4:14; 7:27

11. Onde Jesus entrou após Sua morte e para quê? Hebreus 8:1, 2; 9:24; 7:25; 1 João 1:9

Quando estudamos o ritual do santuário terrestre, as palavras de Jesus ditas a Maria Madalena em João 20:17 fazem sentido. “Não Me segure”, Ele disse a ela, “pois ainda não subi para Meu Pai.” Assim como o sacerdote, após o sacrifício, precisava levar o sangue do cordeiro para dentro do santuário, Jesus, depois de morto e ressuscitado, precisava entrar no santuário celestial e oferecer ao Pai Seu sacrifício pelos pecados do mundo (João 3:16). Cumprida essa cerimônia, Ele voltou à Terra e ficou aqui com Seus discípulos por mais 40 dias antes de voltar definitivamente ao santuário celestial, de onde virá nos buscar em Sua vinda gloriosa. 

12. O que Deus fará e quem é o juiz? Eclesiastes 12:14; 2 Coríntios 5:10; João 5:22, 27; Atos 17:31

Todos os seres humanos terão que enfrentar o julgamento por seus atos, que estarão registrados em livros no Céu, como ficavam registrados os pecados dos israelitas no santuário. Aqueles que se arrependem e confessam seus pecados têm a garantia do perdão, e seu nome é inscrito no livro da vida (Apocalipse 20:15; 21:27). Além disso, nos enche de esperança saber que Jesus, além de nosso advogado (1 João 2:1), é nosso juiz! Ou seja, temos um juiz totalmente disposto a nos salvar, nos absolver. Assim, quem anda com Jesus e tem os pecados perdoados não precisa ter medo do julgamento, pois será considerado inocente por causa do sangue do Cordeiro (João 5:24).  

13. Se há um julgamento, há um juiz (Jesus), um réu (o ser humano) e um acusador (Satanás). Além disso, há uma lei que foi infringida, quebrada. Que lei é essa que será a norma de julgamento para todos?Tiago 2:12

Interessante que Tiago chame a lei de Deus de lei da “liberdade”, o que é a pura verdade, afinal, livre é quem cumpre a lei. Quem a transgride é que entra em problemas com a justiça (se você tem alguma dúvida quanto a que lei é essa que Tiago menciona, basta ler Tiago 2:10, 11). O fiel cumpridor dos dez mandamentos está livre, vive debaixo da graça e não da condenação da lei. O desobediente e pecador está debaixo da condenação e não é livre, é escravo do pecado.   

14. Se, mesmo desejando ser fiel a Deus, eu cair em algum pecado, o que devo fazer imediatamente? 1 João 2:1

MINHA DECISÃO:

Sabendo que há um juízo em andamento, peço perdão a Cristo pelos meus pecados e força para vencer minhas más tendências. Quero que meu nome permaneça no livro da vida do Cordeiro que morreu por mim e hoje intercede no santuário celestial.

AS TRÊS FASES DO JUÍZO:

1. Juízo investigativo – Ocorre no Céu, para determinar quem dentre os vivos e os mortos estará salvo. 1 Pedro 4:17Apocalipse 14:6, 7
2. Juízo de comprovação – Realizado por Cristo e pelos salvos, durante o milênio no Céu, a fim de verificar o caso dos perdidos que ficaram mortos na Terra. Apocalipse 20:4, 61 Coríntios 6:1-3
3. Juízo executivo – Será aplicado sobre os ímpios e sobre Satanás e seus anjos, no fim do milênio. É a execução definitiva da sentença. Apocalipse 20:11-15

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